
De Isabela Bertho
Sempre matei muitas pessoas. Muitas antes de chegar à mão daquele homem. Sentia pena, mas o que eu poderia fazer? Era eu que as matava, não por minha vontade, e sim obrigado a fazê-lo.
Via o sangue escorrer e sentia o suor da mão do meu dono. Às vezes, me jogavam no mato, depois me buscavam. Limpavam-me, cuidavam de mim.
Naquele dia, o velho me levou para o parque. Como sempre, começou a beber. Estávamos sós até que seu filho chegou. Começaram a discutir. O velho, enlouquecido, começara a correr, quando de repente, se virou, me apontando fortemente para seu filho.
Senti medo, pensei: Velho, não faça isso! Matar teu próprio filho?
Num repente, o filho salta para o pai, tentando me tirar dele. Porém, não sabendo como, disparei. Acertei não o filho, e sim o velho.
Gritei, chorei, fui jogado no chão, me sujando com o sangue do meu próprio dono! Vi o jovem filho correndo, aflito, desesperado, era inocente, não poderia ser preso!
Adorei o texto hein!!
ResponderExcluirEnqto o revolver se sente culpado, os grandes responsaveis geralmente nem ligam se estam tirando a vida de uma pessoa ou de um animal... esse revolver é mais ético que mta gente hehe
Bjos!!