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20 de nov. de 2009

Fala Salete!

Ano passado, cada sala podia fazer algo em homenagem ao Dia Da Consciência Negra. Minha professora de português me escolheu para eu fazer algo e representar minha sala no dia. Então, fiz essa poesia!

Espero que gostem!

20/11 Dia da Consciência Negra
Conscientize-se!

Notas de um Negro consciente


De Isabela Bertho

Como um simples cidadão

Queria deixar o meu singelo recado

Afinal, o dia da consciência negra
É um dia de mudanças, de atos

Conscientizar aqueles que estão incorretos

Ou até mesmo desinformados

Ainda mais porque o racismo é crime
Mas não é só isso que está errado

O desprezo pela raça, a humilhação imposta

Um simples gesto arredio, uma palavra inóspita

Abala mesmo o mais forte

Destrói vidas, transforma conceitos
Pode até levar a morte


Ter consciência do sofrimento negro na escravidão

Ter consciência de que cor/raça não importa não

Consciência de como é difícil a ingressão do negro na sociedade

Embora se tenha o mais importante, o bom caráter

Resgatar valores, é o primeiro passo
Aceitar os que são diferentes de você, não é fácil, de fato

Contudo, ter a coragem de ser correto, de impedir injustiças

É o que torna melhor quem tu és, sempre apto

Eu simplesmente desejo que penses melhor
Que aja certo, aja bem, que não machuque quem te ama

Afinal, amai o teu próximo
Como a si, te amas.

4 de nov. de 2009

Fala Salete!

Eu estava no 2º ano quando escrevi Teorema de Física. No dia, eu tinha prova da matéria, e não sabia nada, absolutamente nada! Então, desabafei tudo no papel.

P.S: Meus textos geralmente são no eu-lírico masculino!

Teorema de Física (paródia de É o amor)


De Isabela Bertho


Eu não vou negar que não sei nada de física
Nada mesmo, como um turista
Eu não vou negar

Eu não vou negar que a física é meu tormento
Meu pesadelo, meu sofrimento
Eu não vou negar

Eu não vou negar que a física tem um papel
De acabar com minha vida que era um mel
Eu não vou negar

Física, você é a cãimbra na minha perna
O chouriço fedendo na panela
O castigo que preciso para ir pro céu

Eu sou o seu escravo de cérebro quente
Um pouco chateado com este batente
Com Janaína*, ter de aprender...

É a burrice, que mexe com minha cabeça e me deixa assim
Que faz eu perder os finais de semana para estudar e tudo isso chegar ao fim
Que faz eu esquecer que a vida é feita para viver

É a burrice, que veio como um tiro certo em meu cabeção
Que derrubou o meu cérebro com um facão
Que fez eu entender que sem a física eu vivo muito bem

Eu não vou negar que é ruim sair da cama
Ter de levantar cedo, para não tirar zero e levar cana
Eu não vou negar

Física, sua FDP, eu vou te matar, vou pegar o Newton e esfaquear, vou explodir o mundo para sobreviver!

Porque eu não agüento mais ser torturado, por uma matéria ser humilhado e ser obrigado a entender!

Oh burrice, eu sei que sou assim, mas o que posso fazer? A verdade é que não quero aprender... Uma matéria que nem vou usar!

Oh burrice, vê se você me esquece e me deixa em paz, corra atrás de algum outro rapaz, e só assim vou aprender a te amar!

.

*Na versão original do Teorema de Física, a professora que eu havia colocado era a do ano passado: Ana Maria. Porém, devo confessar que a deste ano é um martírio!
P.S: Ana Maria é gente boa!

29 de out. de 2009

Fala Salete!

O texto abaixo foi escrito quando eu estava no 1° ano. Lembro que foi um sucesso e meu professor considerou o melhor da sala. Nos podíamos escolher qual personagem colocaríamos em 1° pessoa. Fui a única da sala que escolheu o revólver! Resolvi postá-lo (depois, é claro, de revisá-lo e reescrevê-lo) porque eu adoroooooooooooooooo ele!

Sétimo depoimento: Revólver!


De Isabela Bertho

Sempre matei muitas pessoas. Muitas antes de chegar à mão daquele homem. Sentia pena, mas o que eu poderia fazer? Era eu que as matava, não por minha vontade, e sim obrigado a fazê-lo.

Via o sangue escorrer e sentia o suor da mão do meu dono. Às vezes, me jogavam no mato, depois me buscavam. Limpavam-me, cuidavam de mim.

Então, chegou o dia em que fui vendido. Aquele velho, bêbado, que me apontava para seus filhos e para sua esposa, mais tarde falecida. Guardado as sete chaves, contudo mostrado sem medo, era assim a minha vida.

Naquele dia, o velho me levou para o parque. Como sempre, começou a beber. Estávamos sós até que seu filho chegou. Começaram a discutir. O velho, enlouquecido, começara a correr, quando de repente, se virou, me apontando fortemente para seu filho.

Senti medo, pensei: Velho, não faça isso! Matar teu próprio filho?

Num repente, o filho salta para o pai, tentando me tirar dele. Porém, não sabendo como, disparei. Acertei não o filho, e sim o velho.

Gritei, chorei, fui jogado no chão, me sujando com o sangue do meu próprio dono! Vi o jovem filho correndo, aflito, desesperado, era inocente, não poderia ser preso!

- E foi isso que aconteceu. Ele é inocente. Eu sou o culpado!

Fala Salete!

O texto abaixo foi escrito mês passado, na minha escola! Minha professora de português pediu pra nós escrevermos um texto pro ENEM sobre a amizade ( treinar, treinar, treinar, não aguento mais ouvir a palavra ENEM.)

Depois que ela pediu, eu pensei: Fudeu. Realmente eu não escrevo bem sem inspiração... O que é um problema, porque no vestibular você não tem tempo pra ficar esperando a inspiração baixar ¬¬

Então, como sempre, comentei isso com minha amiga/dupla/irmãdeconsideração Stella. Enquanto estávamos conversando, a minha querida e primordial inspiração veio!

Foi quando eu lembrei de um verso que eu fiz, muito ruim por sinal. Devia ter uns 13/14 anos na época.

- Amigos são como as palavras, você escreve, ás vezes acerta a ortografia, outras você simplesmente tem que apagar! - (dispensa comentário ¬¬)

Comecei a redigir o texto. O resultado encontra-se embaixo... Minha professora adorouuu, apesar de comentar o que eu já sabia: não é um texto do ENEM.

Não é mesmo! E que saber? Não ligo. Não sirvo pra fazer textos objetivos, análiticos, sérios. Eu gosto é da imaginação! =D

.

De Isabela Bertho

A amizade é como as palavras, se soubermos escrevê-las corretamente, elas nos trarão um final glorioso. Tal como sem palavras uma frase não existe, o ser humano sem amizade não é nada. Não há texto, não há enredo, não há vida.

Ver um amigo partir, ou ter alguma decepção com algum, é como errar uma palavra. Deve-se apagá-la, reescrevê-la. O mesmo que superar, perdoar e seguir em frente.

As palavras depois de escritas sempre permanecerão vivas. Para quem possa ler, aprender e se emocionar. E não é diferente com a amizade, pois com ela vivemos dias incríveis, aprendemos lições e superamos erros.

Depois de ler um livro, você sempre se lembrará dele... Depois de viver uma amizade, você jamais a esquecerá... E por mais que você fique triste que o livro acabou, por mais que fique triste que algumas amizades se foram, você sabe que a história valeu muito mais a pena.


P.S.: Não sei dar título à texto!

Começar do zero ^^

Explico direito depois ^^

Ou nom.